O Brasil ocupa atualmente uma posição alarmante no ranking mundial de incidência de câncer de pênis, conforme apontam dados do Instituto Nacional do Câncer. A doença representa cerca de 2% de todos os diagnósticos oncológicos masculinos no país e está intrinsecamente ligada à falta de informação e à ausência de hábitos de higiene adequados. Especialistas reforçam que, embora seja um tumor com alto potencial de prevenção, o estigma social em torno do órgão genital impede que muitos homens busquem ajuda médica precocemente.
O preconceito e o receio de ter a masculinidade questionada fazem com que sinais claros da doença, como feridas persistentes, nódulos ou secreções com odor forte, sejam negligenciados. A demora em procurar um especialista é o principal fator que leva ao diagnóstico em fases avançadas, quando as opções de tratamento tornam-se mais agressivas. Médicos oncologistas destacam que a cultura do autocuidado ainda é escassa entre os homens, ao contrário do que ocorre com o público feminino, que mantém uma rotina mais frequente de exames preventivos.
Quando detectado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta altas taxas de cura por meio de procedimentos simples e conservadores, como cirurgias menores ou tratamentos a laser. No entanto, a progressão da enfermidade pode exigir medidas drásticas, incluindo a amputação parcial ou total do órgão, o que gera impactos severos na saúde mental e na qualidade de vida do paciente. A conscientização sobre a lavagem diária com água e sabão e o uso de preservativos para evitar infecções por HPV permanecem como as ferramentas mais eficazes para reverter as estatísticas no país.