Um médico ortopedista foi condenado a seis anos de prisão, em regime inicialmente semiaberto, após ser denunciado por cobrar valores indevidos de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde. A decisão judicial também determinou a perda da função pública do profissional e o pagamento de multas que ultrapassam o valor de vinte e sete salários mínimos vigentes na época dos fatos ocorridos.
As investigações apontaram que o médico solicitava pagamentos em dinheiro para antecipar cirurgias e consultas, permitindo que determinados pacientes furassem a fila oficial de espera do sistema público. O esquema foi desarticulado após uma operação conjunta que resultou na prisão em flagrante do ortopedista, revelando que a prática criminosa foi reiterada por diversas vezes durante o período de atuação do profissional.
A sentença também abrange a esfera cível, onde o condenado deverá restituir mais de cinquenta mil reais aos cofres públicos, além do pagamento de uma multa civil superior a cem mil reais. Com a decisão, o médico teve seus direitos políticos suspensos por oito anos e está proibido de realizar novos credenciamentos junto ao SUS, enquanto a defesa ainda pode recorrer da decisão nas instâncias superiores.
