O Departamento de Estado dos Estados Unidos atualizou as suas diretrizes globais de segurança e manteve o Brasil no nível dois de risco, o que aciona o chamado alerta amarelo na escala oficial do governo americano. O sistema, que varia de um a quatro, recomenda que cidadãos dos EUA exerçam cautela redobrada ao visitar o território brasileiro devido aos índices de criminalidade e aos riscos de incidentes violentos. Essa classificação coloca o país em um estágio de atenção superior ao de destinos considerados estáveis, exigindo que o viajante esteja ciente de ameaças como roubos armados e sequestros-relâmpago.

A atualização detalha que crimes violentos, incluindo assassinatos e assaltos, são comuns em grandes centros urbanos e áreas turísticas de capitais como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. O relatório destaca que a atividade criminosa pode ocorrer em qualquer horário do dia e que o uso de substâncias para dopar vítimas em estabelecimentos noturnos é uma preocupação crescente. Além disso, o governo americano desencoraja fortemente a entrada em comunidades e favelas, alertando que mesmo passeios turísticos organizados nesses locais não oferecem garantias de segurança contra confrontos armados imprevisíveis.

Para além das zonas urbanas, o alerta amarelo reforça a proibição para que funcionários do governo americano e cidadãos em geral se aproximem das fronteiras terrestres do Brasil com países vizinhos, onde o controle estatal é mais baixo e a presença de facções criminosas é intensa. O Departamento de Estado orienta que os americanos mantenham um perfil discreto, evitem caminhar sozinhos à noite e não ostentem joias ou equipamentos eletrônicos caros. O documento de 2026 ressalta que o monitoramento do cenário brasileiro é contínuo e que novas restrições podem ser aplicadas conforme a variação dos índices de violência local.