A Polícia Federal confirmou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como peça-chave na Operação Compliance Zero e conhecido pelo apelido de Sicário, tentou tirar a própria vida enquanto estava detido na Superintendência Regional em Belo Horizonte. O incidente ocorreu nesta quarta-feira, logo após a deflagração da ofensiva policial que investiga um esquema de monitoramento ilegal e crimes financeiros. Agentes que realizavam a guarda perceberam a ação e iniciaram manobras de reanimação até a chegada do socorro médico especializado.
O investigado recebeu os primeiros atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ainda dentro do prédio da corporação e foi transferido sob escolta para um hospital da capital mineira. A direção da Polícia Federal em Minas Gerais informou que todas as imagens das câmeras de segurança, que registraram o momento exato da tentativa de suicídio, serão enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para compor o relatório oficial sobre a custódia do preso.
De acordo com o inquérito, Mourão era o responsável por articular uma estrutura paralela de inteligência que consumia cerca de R$ 1 milhão por mês para vigiar desafetos e autoridades. O grupo, formado por pessoas com experiência no setor de segurança pública, utilizava recursos vultosos para rastrear passos de rivais do grupo empresarial investigado. Um procedimento administrativo será aberto para apurar se houve falha na vigilância ou nas revistas preventivas durante o período de detenção na sede da PF.
